Como o modelo funciona
Em resumo: o modelo transforma o histórico de resultados, a força das equipes e as circunstâncias de cada jogo em probabilidades. Sem especialistas de plantão e sem achismo.
Futebol
A base é a força de ataque e de defesa de cada equipe, calculada a partir dos gols e dos gols esperados (xG) das últimas temporadas, com peso maior para os jogos mais recentes. A isso se somam os ratings de força, o fator casa, as escalações e os desfalques, o calendário apertado e o árbitro (para os cartões). Os gols esperados das duas equipes geram uma grade de probabilidades para todos os placares e, a partir dela, o resultado, os totais de gols, os handicaps e o “ambas marcam”.
Hóquei
O modelo calcula o placar minuto a minuto: leva em conta que, com o jogo empatado na reta final, as equipes jogam com mais cautela, que quem está perdendo tira o goleiro e que a prorrogação e o shootout seguem regras próprias. Além disso, considera o goleiro titular e os jogos em dias seguidos. Por isso, no hóquei mostramos tanto o resultado no tempo normal quanto o vencedor incluindo a prorrogação.
Basquete, NBA (beta)
A força de cada jogador no ataque e na defesa — pelas estatísticas dele e por como o time joga com ele em quadra, partindo das avaliações da temporada anterior. Antes do jogo, o modelo considera quem pode jogar (elencos e lista de lesionados) e os minutos habituais de cada um. Por cima: o mando de quadra, a altitude de Denver e Utah, a segunda noite seguida, o calendário apertado, as viagens e os fusos horários, o ritmo dos dois times. Dos pontos esperados sai a distribuição conjunta do placar com prorrogações: dela vêm o vencedor, os handicaps, os totais e o 1X2 do tempo normal. O modelo é mais preciso no vencedor; nos handicaps e totais nas linhas das casas o mercado ainda é mais forte.
Tênis (beta)
O modelo usa os ratings de força de cada jogador — geral e no piso da partida, por vitórias e pela porcentagem de games vencidos —, o ranking da ATP/WTA, o histórico de confrontos, o descanso e a carga de jogos recente. Com eles, calcula as chances de vitória e, depois, as chances em cada game e em cada set — daí os totais de games e o placar em sets; a tendência de cada jogador a tie-breaks também entra na conta.
Como verificamos o modelo
No teste com dados históricos, o modelo só conhecia, a cada passo, os jogos já disputados e estimava o seguinte — assim foram verificados 48.148 jogos. Desde o lançamento, guardamos a última estimativa antes de cada jogo e nunca a alteramos depois. Todos os resultados estão na página Precisão do modelo.
Perguntas frequentes
Isso é uma recomendação?
Não. Publicamos estimativas estatísticas de um modelo e não incentivamos nenhuma ação. Qualquer probabilidade abaixo de 100% significa que o resultado pode não acontecer.
O que significa “60%”?
Pegue muitos jogos em que o modelo deu 60% a um resultado: ele acontece em cerca de 60 de cada 100 e não acontece nos outros 40. Verificamos isso abertamente na página de precisão do modelo.
Com que frequência os números são atualizados?
A cada 15 minutos. O modelo refaz a estimativa quando saem as escalações, notícias do elenco ou resultados de outros jogos. A página do jogo mostra o horário da última estimativa.
Por que o tênis aparece como “beta”?
O modelo de tênis é mais novo que os de futebol e hóquei: os estreantes no circuito principal têm pouco histórico, e o modelo só começou a acumular os resultados de torneios Challenger e ITF e as estatísticas de saque, por isso suas estimativas ainda são mais aproximadas.