Como o xG é calculado
Cada finalização recebe uma probabilidade de virar gol, de acordo com o lugar do chute, a forma (pé ou cabeça), o tipo de passe que a originou e se foi pênalti. Uma finalização na pequena área, de frente para o gol, pode valer 0,4 xG; um chute de fora da área, 0,03; um pênalti, cerca de três quartos de gol.
A soma de todas as finalizações de um time é o xG dele no jogo. Se o time chutou 15 vezes, somou 1,8 xG e não marcou, as chances existiram: faltou pontaria, ou o goleiro adversário fechou o gol.
xG e gols de verdade
No futebol sai pouco gol — dois ou três por jogo, em média —, e um desvio muda o placar. O xG oscila menos porque enxerga todas as chances, não só as que entraram. Por isso, numa sequência curta, os gols esperados dizem mais sobre a força de um time do que a classificação.
Mas os gols marcados também trazem informação: atacantes de alto nível fazem um pouco mais do que o xG indica, e bons goleiros sofrem um pouco menos. Por isso o modelo não escolhe um dos dois — ele mistura ambos.
Como o modelo usa o xG
Além disso, entram o mando de campo, as escalações e os desfalques e a sequência de jogos. Saiba mais em como o modelo funciona.
- Força de ataque e de defesa. Um modelo de Dixon–Coles estima quanto cada time costuma criar e ceder, a partir de uma mistura de gols e xG dos últimos quatro anos, com peso maior para os jogos recentes. Nas cinco principais ligas da Europa, a mistura dá mais peso aos gols marcados (70 a 30); nas demais, ao xG (30 a 70) — foi o que funcionou melhor nos testes. Onde não há xG, o modelo usa os gols.
- Ratings. Por cima disso entram dois ratings atualizados depois de cada jogo: um pelo saldo de gols ajustado pelo xG e outro pelos resultados (rating Elo).
- Calibração. Um modelo à parte, treinado só com jogos que o principal ainda não tinha visto, transforma tudo isso nas probabilidades finais de vitória do mandante, empate e vitória do visitante — para que 60% no site se confirmem em cerca de 60 de cada 100 casos.
- Placares e totais. Os gols esperados dos dois times geram uma grade de probabilidades de placar, ajustada às probabilidades finais do resultado para que todos os números do jogo batam. O formato dessa grade para totais e “ambas marcam” vem de uma versão do modelo construída quase só com xG.
“Gols esperados” na página do jogo
No bloco Probabilidades da página de um jogo de futebol não aparece o xG de uma partida já disputada, e sim uma previsão: quantos gols o modelo espera de cada time neste jogo. “1,6–0,9” não é um placar previsto, são médias. Um time com 1,6 às vezes passa em branco, às vezes faz três, e em média marca cerca de um gol e meio.
Onde o xG falha
- Não sabe quem finalizou: o artilheiro da liga e um zagueiro chutando do mesmo lugar valem o mesmo.
- Não vê chances sem finalização: um cruzamento perigoso que ninguém alcançou vale zero.
- Depende do placar: quem está na frente costuma recuar e permitir chutes de longe, e o xG do adversário cresce mais rápido do que as chances reais dele.
- Cada fornecedor calcula o xG de um jeito, e algumas ligas nem têm esse dado.
- Um jogo só também é ruído: o xG começa a fazer sentido a partir de uns dez jogos.
Como verificamos
O modelo foi testado com dados históricos — em 48.148 jogos de futebol de clubes, sempre usando só os jogos disputados antes de cada estimativa. Com que frequência as porcentagens se confirmaram está na página de precisão do modelo.
Perguntas frequentes
xG 2,0 quer dizer que o time deveria ter feito dois gols?
Não. É uma média: com chances assim, um time marca cerca de dois gols em média, mas pode fazer zero ou quatro.
Por que o modelo não usa só o xG?
Os gols marcados também trazem informação — sobre a qualidade de atacantes e goleiros. A proporção de gols e xG na mistura foi escolhida em testes com dados históricos e depende do grupo de ligas.
Onde vejo os gols esperados no site?
Na página de um jogo de futebol, no bloco Probabilidades: quantos gols o modelo espera de cada time. O ranking de força das equipes também é calculado com o xG e os gols da temporada.